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novembro 26, 2018

Francisca Santos| 12º ano

"O ciclo da autopunição"

O concurso Medeiros Cabral propõe-nos discutir de que forma a arte fala da vida, dos afetos e do poder. Tendo em conta este tema, numa primeira fase foi-me proposto pela professora Alexandra tirar fotos do rosto e das mãos. Com isso em mente, fiz uma pequena seleção das fotos que melhor exprimiam a mensagem que procurava transmitir e comecei por uni-las num conjunto que me parecesse coeso.






Durante as minhas pesquisas, decidi usar a impressão digital já que a nossa identidade de certo modo está associada a ela. Decidi realçar o rosto, os olhos e a boca pois são estes os traços que fazem de nós quem somos e diferencia-nos de todos os outros. Para remeter à ideia da impressão digital, decidi trabalhar com a linha e o uso do papel de acetato foi propositado para que houvesse transparências. (Nesse caso apresento o esboço).












 Obviamente que este cenário cabe a cada um tirar as suas próprias conclusões, mas aquilo que imaginei quando o estava a fazer seria uma pessoa em conflito consigo própria, acabando por ela ser a vítima e o agressor.
 Aqui está o início do meu trabalho original, ainda inacabado: 







Para este trabalho vali-me de grafites, tinta acrílica laranja e amarela, cartão e papel de acetato.


novembro 25, 2018

Projeto para Medeiros Cabral | Carolina Maçarico | 12ºF


"Eis o Homem"

Este será provavelmente o nome do projeto que pretendo apresentar no Concurso Medeiros Cabral. Irá consistir numa sequência de linogravuras impressas sobre fotografia e num modelo tridimencional (ou uma caixa de ar condicionado ou concebido por mim). Apresentar-se-á como instalação.





A gravura que produzi representa uma cara com uma expressão quase que de desaprovação ou descontentamento. Esta será impressa sobre várias fotos a preto e branco de ares condicionados.
Esta junção irá remeter para uma falta de liberdade não aparente por parte da face representada (retratando os indivíduos em geral). É suposto esta parte do projeto traduzir um certo sentimento de imobilização ou impedimento de certos desejos das pessoas em geral.


O volume tridimensional apresentado irá destacar-se automaticamente, relacionando-se a uma minoria de individuos existentes.








Estudos em Linogravura



  



novembro 23, 2018

Joana Franco | "FAZER-ME NOUTRO" | processo de trabalho

link da pasta do meu flickr com todo o processo fotografado (ordenado cronologicamente) :https://www.flickr.com/photos/149606399@N04/sets/72157672503385627
FAZER-ME NOUTRO


Este (digamos) projeto deriva não só do Concurso Medeiros Cabral mas principalmente da minha vontade de explorar o "eu" e continuar o processo que acabava por tomar poder dos movimentos artisticos do século XX. Não porque me quero "colar" ao passado e não por ter um desejo de igualar os artistas da altura e não avançar com os meus próprios conceitos, mas porque sinto que esse é o conceito que, nesta altura da minha vida, me dá um esclarecimento de mim própria em termos de "ser". É também um conceito que me dá a maior curiosidade e inspiração. É overwhelming.


O "eu" era um tema que viria mais cedo ou mais tarde ao meu percurso artistico. Prefiro que seja mais cedo. Permite-me explorar o meu "eu" e o "eu" geral da sociedade em que me insiro (que é diferente da sociedade das vanguardas ou do modernismo, logo, a exploração do sujeito é, naturlamente, diferente.). A ideia de o individuo (5. Organismo único pertencente a um grupo.) fascina-me. Não no sentido comum e, na minha opinião, francamente gasto e um bocado utópico, mas no sentido de um sujeito dentro de uma bolha (por exemplo) com as suas ideias e as suas próprias vivenças. Nenhum humano pensa as mesmas coisas da mesma forma, posso dizer isto com quase toda a certeza. O facto de todos pensarmos de modos diferentes é maravilhoso, no sentido mais objetivo, digo eu, porque permite-nos crescer opiniões e as nossas próprias perspetivas que por sua vez influênciam a forma como falamos uns com os outros, comunicamos. E com o termo "comunicar" quero incluir todo o tipo de expressão comunicativa (incluindo a expressão artistica, que acaba por ser a minha de eleição.).

Este conceito, do individuo, acaba por encaixar perfeitamente com o tema do concurso, por isso não tive de pensar muito para o materializar (antes disto tinha pequenas frases escritas no caderno, era um conceito que ficava pela palavra "individuo" na maior parte das vezes). Por isso decidi escrever a mensagem que estou a tentar divulgar, independentemente da obra que fizer. A imagem que apresento foi o resultado.



1. Antes de falarmos sobre o concurso a professora Alexandra pediu-nos três retratos onde aparecessem mãos pelo menos num deles. Trouxe as seguintes imagens:




Seguidamente tínhamos de "brincar" com as imagens de modo a que estivessem de algum modo conectadas ou ligadas, tendo em conta o tema, mais ou menos, do Concurso, A Arte fala da Vida. (Ou seja, podiamos fazer qualquer coisa). Comecei sem muitas ideias, tento sempre não seguir o instinto do fácil. Acaba por ser mais vantajoso se começar pelo mais complicado e de certa forma confuso e ir filtrando. Assim não tiro nada de cima da mesa antes de sequer pensar na capacidade da ideia. (Não tenho imagens dos desenhos iniciais mas não influenciaram a ideia que tive depois). Em vez de usar o desenho decidi usar a colagem. Da colagem descobri:


Senti-me bem. As imagens são pertubantes mas estão certas. O cerebro humano, acho (não sou nenhuma especialista), tem dificuldade a processar a imagem. Duas emoções são misturadas, e uma bloqueia a outra e, a meu ver, o tempo para. E é bonito. Depois de descobrir esta possibilidade em aula experimentei com as mesmas fotografias no photoshop:


A ideia ficou mais clara. Percebi que iria precisar de mais fotografias. (E as fotografias teriam de ser tiradas em aula.) Demorei algum tempo a fazer isso, entretanto experimentei, em casa, com uma meia na cabeça
Foi um pretexto para experimentar e percebi a flexibilidade alargada da minha ideia:


Acabei por tirar fotografias na camera escura da sala 16s. Havia um candeeiro com luz verde. Usei-o:

 
Cheguei à conclusão que ficariam melhores a preto e branco por uma questão de unidade e clareza visual. Um dos requisitos que ponho a mim mesma é a limpeza do trabalho para que a leitura seja rápida e fácil (porque já é complicado (acho) as pessoas lerem a expressão do retrato). Então fiz uma seleção e editei-as


Imprimi as imagens que necessitava e experimentei na aula:


Cheguei à conclusão que as imagens que iria utilizar seriam estas:


Aplicando as colagens aparecem deste modo:


Em atelier desenvolvi algumas experiencias com plasticina, pigmento e tinta acrilica que poderão vir a ser aplicadas ao produto final:




5. Organismo único pertencente a um grupo.

"indivíduo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/indiv%C3%ADduo [consultado em 23-11-2018].
5. Organismo único pertencente a um grupo.

"indivíduo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/indiv%C3%ADduo [consultado em 23-11-2018].

dezembro 12, 2016

"A salvação" 5ª edição - Prémio Medeiros Cabral | Raiane Oliveira

Na 5ª edição do Medeiros Cabral foi nos dado a desenvolver o tema "A vida quotidiana e a comunicação global", sendo assim, decidir criticar a nossa necessidade de comunicação através da tecnologias e realçar a nossa necessidade de acesso a vida real.
Conceito:
Nos dias de hoje é quase impossível viver sem uma forma de comunicação, as nova tecnologias como smartphones, tabletes e computadores, ajudam-nos muito a mantermos conectados com quem está longe. O maior problema disso é a necessidade de uso dessas tecnologias por falta do uso de meios naturais de comunicação como a fala ou o contacto direto. Ultimamente a humanidade tem-se "prendido" aos telemóveis para conseguir expressar-se, como consequência, vivemos fechados no «mundo online» e esquecemos de viver a realidade e não sabemos lidar com pessoas frente a frente. O trabalho foi uma metáfora desse problema, o telemóvel representa todos os meios de comunicação usados, o desenho da figura humana representa a humanidade presa no mundo virtual com alguma necessidade e dificuldade de aceder o mundo real, que nesse caso é representado por uma planta(*).


(*) a planta nesse caso foi encarada (no meu ponto de vista, como uma saída, uma escapatória e uma via que está tão próxima de nós e que não vemos… a natureza tem muito para nos dar e nós a ela… pertencemos-lhe e precisamos desse cuidado, dessa aproximação… a planta é «uma réstia de «esperança».

Materiais utilizados:
Na concepção do telemóvel foi utilizado cartão de 3mm de espessura pintado com tinta acrílica preta. No interior do ecrã foi aplicado uma cartolina branca na qual foi desenhado com marcador preto de ponta biselada, ícons de aplicações dos smartphones atuais. No plano anterior do telemóvel foi aplicado um acetato na qual foi impresso um desenho do meu auto-retrato e pintado por Posca branca o verso da impressão.
Para a concretização do conceito utilizei, ainda, capa line 3mm como base em formas de braços para o apoio da planta (ervilhaca). Esses braços "saíam" do telemóvel através de pequenas ranhuras no acetato, possuíam também um orifício na sua extremidade para ajudar na montagem.

Montagem:
O telemóvel foi posicionado na parede, preso por uma escapula. Para servir de apoio a planta foi utilizado um fio de nylon que passava pelo orifício das mãos e preso ao teto com a ajuda de um camarão. Para maior segurança do pote da ervilhaca, apliquei, ainda, algumas gotas de cola térmica.

Tomás Ferreira| 11ºG| "Paradigma"- 5ª Edição Prémio Medeiros Cabral























O projeto consiste no paradigma que as redes sociais impõem na reconstrução do ser humano. Baseando-me na conhecida pirâmide de Maslow (estudada em psicologia) propus uma reflexão sobre a exposição e aproximação excessiva destas plataformas digitais que são capazes de desmoronar por completo toda a base teórica, começando pela fragilização da auto-realização e posteriormente pela Auto-estima, Sociabilidade, Segurança e por fim, as necessidades básicas. A dependência contemporânea pelas redes sociais e afins é capaz de fazer cair por completo a organização hierárquica das necessidades do ser humano acabando por desconstruir estruturalmente o sujeito de acordo com modos de ver que ainda não se adaptaram a estas mudanças. A bola demolidora simbólica das redes sociais (nomeadamente o facebook) e os livros simbolizando a constituição do ser humano onde (em organização piramidal) só acedemos ao topo se tivermos as bases. Neste caso em específico, as redes sociais destroem cada uma das categorias desde o topo até a base, deixando o ser humano frágil e desorientado . O trabalho realizou-se deste modo, formando a pirâmide através de um conjunto de livros que definem o conhecimento e estão identificados cada um com a sua secção dividida por volumes. A bóia demolidora é a representação da responsabilidade que os meios de comunicação por via internet têm na determinação de novos paradigmas.




AUTCH | V Edição Prémio Medeiros Cabral | Maria Pimentel


No âmbito da presente edição do Prémio Medeiros Cabral, apresentei um trabalho que consiste na ideia de que o vícios pelas novas tecnologias pode ser muito nocivo.


 O tempo que passamos a usar estes aparelhos nem sempre é de qualidade, e por isso nos damos ao risco de sair prejudicados seja socialmente, emocionalmente ou fisicamente, já que o nosso corpo também acaba por sofrer consequências a longo prazo.



O trabalho é constituído por um tablet no qual estão dispostos pregos, estes pretendem transmitir a ideia do quão perigoso  pode ser estes  gadgets quando usados em demasia
O resultado final é um objeto incongruente que, á primeira vista, pode parecer inútil e sem sentido mas que acaba por passar a mensagem ao público.

Os ratos agradecem| Prémio Medeiros Cabral 2016| Mário Ledo



“Os ratos agradecem” é uma campanha criada para ser divulgada nas redes sociais: http://www.facebook.com/os.ratos.agradecem/?fref=ts,ocorre com laivos de «marketing de guerrilha» com o intuito de inverter atos praticados pela comunidade do mundo de colocar lixo no chão. 
Instalação final.

 
A minha instalação consiste em alertar e demonstrar a todos, o perigo que alimentam ao colocarem lixo no chão.
   Esse perigo está representado pelos ratos (estes encontram-se, metafóricamente, pintados de cor vermelha de forma a chamar a atenção, como um aviso), os ratos são alimentados por lixos básicos com origens de todo o mundo.
   No caixote do lixo encontra-se um aviso que pede o ato inverso ao que encontramos no dia a dia, encontrando-se o resultado (a sombra) no chão.
   No computador encontramos a página que está disponível nas redes sociais (encontra-se acima o link), de forma a que o trabalho e a mensagem seja de fácil acesso a qualquer um.

"Alzheimer" - 5ª Edição do Prémio Medeiros Cabral | Bernardo Silva 11ºG

"Alzheimer"

Na 5º edição do Medeiros Cabral foi nos dado a desenvolver o tema "A Vida Quotidiana e a Comunicação Global" e esse âmbito desenvolvi «Alzheimer» que consiste em realçar o apego à vida virtual e o completo descrédito e abandono, inconsciente, da vida real enriquecida pelo uso indiferenciado dos cinco sentidos e pela criação de memórias e momentos pessoais. 
Olhando ao redor, parece a atual geração completamente desligada do mundo sensorial e com desprendimento pela interação com outrem. A escolha desta temática centra-se na exata falta de consciência e interesse pela interação com o meio envolvente e a adoração e dedicação direcionadas para a criação da vida virtual perfeita. Como forma de retratar a vida na Web usa-se (tipificando) a título de exemplo o Facebook, sendo esta a rede social com mais sucesso nos dias de hoje. Parte-se da simulação do processo de login realizada na página da rede social, como início. Após a representação de uma tentativa de log in falhada, a atenção é atraída para a palavra passe da conta, evidenciando-se um erro dos dados. Indica-se que a única maneira de recuperar a palavra passe é feita pela procura da mesma no velho caixote. O caixote, por si, representa a vida sensorial e a criação de momentos e, efetivamente memórias ricas pela interação física e emotiva e pela partilha de instantes breves e duradouros com os outros. A caixa encontra-se selada, para que a tentativa de aceder às redes sociais seja terminada. Ela emana diversos sons, oriundos do âmago ou das memórias de cada um de nós. 
Em suma, reflete-se sobre uso das redes sociais que influenciam e potenciam uma mudança de modelo existencial. Faz-se o apelo ao mundo real, de forma e fornecer o retorno da consciência da existência daquilo que verdadeiramente tem valor.

«alzheimer» 

Instalação: 
Altura: 64,5cm 
Largura: 45cm 
Profundidade 26cm 
a) A instalação dista um(1) metro da parede.
b) Rádio* no interior da instalação ligado à correte elétrica.
*O rádio está continuadamente a emitir som.




Trabalho Realizado por: Bernardo Aguiar Silva 11ºG 

5ª edição - Prémio Medeiros Cabral | Tatiana Sousa


NOtecnofobia




    As novas tecnologias apoderam-se de nós sem que nos apercebamos, estamos completamente dependentes destas "máquinas" e nem sempre temos consciência disso. A dependência pelas tecnologias têm evoluído e tem se tornado algo tão comum que muitas pessoas não encaram isto como um problema.






 NOtecnofobia consiste em expor este problema que chega a ser uma doença. Usei uma figura (o sujeito contemporâneo) ligada a um mp3 que está em modo pausa que representa a nossa dependência a todos os gadgets.


   



 

"Hacker Attack" | Concurso Medeiros Cabral 2016 | Teresa Mota


Hackers Attack


 Na 5º edição do Medeiros Cabral foi nos dado a desenvolver o tema "A Vida Quotidiana e a Comunicação Global", tendo com isso em mente trabalhei o conceito dos Hackers. 
Hacker é o nome atribuído a alguém com conhecimentos de aspetos mais profundos de dispositivos, programas e redes de computadores usando esses conhecimentos para obter soluções e efeitos extraordinários, que ultrapassam os limites do funcionamento normal dos sistemas. Foi com isso em mente que criei este trabalho intitulado "Hacker Attack". O meu trabalho consiste numa caixa que simboliza uma rede social ou um aparelho que foi "hackeado". A sequência de fotos pretende evidenciar um "sistema" que está a ser invadido e alterado, mostrando o quanto vulneráveis podemos ser.