novembro 15, 2017

Diário Gráfico | Tatiana Sousa 12F









        tentativas

novembro 12, 2017

Ilustração | Mário Ledo 12ºF


Ilustrão do poema "Na mão de Deus" de Antero de Quental








Poema:
Na mão de Deus, na sua mão direita, 
Descansou afinal meu coração. 
Do palácio encantado da Ilusão 
Desci a passo e passo a escada estreita. 

Como as flores mortais, com que se enfeita 
A ignorância infantil, despojo vão, 
Depois do Ideal e da Paixão 
A forma transitória e imperfeita. 

Como criança, em lôbrega jornada, 
Que a mãe leva ao colo agasalhada 
E atravessa, sorrindo vagamente, 

Selvas, mares, areias do deserto... 
Dorme o teu sono, coração liberto, 
Dorme na mão de Deus eternamente! 

Antero de Quental, in "Sonetos" 

novembro 11, 2017

Ilustração | Tatiana Sousa | 12F


Ilustração do poema de Antero de Quental, Divina Comédia


novembro 10, 2017

Guilherme Gomes | 12ºF 

 

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo 
tronco ou ramo na incógnita floresta... 
Onda, espumei, quebrando-me na aresta 
Do granito, antiquíssimo inimigo... 

Rugi, fera talvez, buscando abrigo 
Na caverna que ensombra urze e giesta; 
O, monstro primitivo, ergui a testa 
No limoso paúl, glauco pascigo... 

Hoje sou homem, e na sombra enorme 
Vejo, a meus pés, a escada multiforme, 
Que desce, em espirais, da imensidade... 

Interrogo o infinito e às vezes choro... 
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro 
E aspiro unicamente à liberdade. 

Tomás Ferreira | 12°F

Voz Interior


Embebido n'um sonho doloroso,
Que atravessam fantásticos clarões,
Tropeçando n'um povo de visões,
Se agita meu pensar tumultuoso...

Com um bramir de mar tempestuoso
Que até aos céus arroja os seus cachões,
Através d'uma luz de exalações,
Rodeia-me o Universo monstruoso...

Um ai sem termo, um trágico gemido
Ecoa sem cessar ao meu ouvido,
Com horrível, monótono vaivém...

Só no meu coração, que sondo e meço,
Não sei que voz, que eu mesmo desconheço,
Em segredo protesta e afirma o Bem! 

Ilustração do poema "Pequenina| Antero de Quental| Carolina Medeiros 12ºF

Eu bem sei que te chamam pequenina
E tenue como o véo solto na dança,
Que és no juizo apenas a criança,
Pouco mais, nos vestidos, que a menina...

Que és o regato de agua mansa e fina,
A folhinha do til que se balança,
O peito que em correndo logo cança,
A fronte que ao soffrer logo se inclina...

Mas, filha, lá nos montes onde andei,
Tanto me enchi de angustia e de receio
Ouvindo do infinito os fundos ecchos,

Que não quero imperar nem já ser rei
Senão tendo meus reinos em teu seio
E subditos, criança, em teus bonecos!

novembro 09, 2017

outubro 29, 2017

Autorretrato| Mário Ledo 12ºF

Estudo nº1
Fase intermédia do trabalho 1

Fase intermédia do trabalho 2


Trabalho finalizado, A2
Elaborei o meu autorretrato aplicando um contraste de quente/ frio. Para compor e desconstruir a minha representação usei a fragmentação e sobreposição, estes processos permitiram-me sintetizar a minha ideia.
Tenciono demonstrar as várias personalidades que fazem parte da minha forma de ser. Cada tira demonstra diferenças em relação às outras, sendo que cada uma é como que um espelho. Cabe a cada pessoa "escolher" o reflexo que julga identificar-me.