novembro 10, 2025

Natureza Morta Identitária (Título: Eu sobre um livro) | Paul Cézanne | Matilde Vieira- 12°F

O meu artista escolhido foi Paul Cézanne, um pintor francês que ligou o Impressionismo ao que seria o futuro Cubismo. O artista procurou representar a natureza através de formas geométricas simples — o cilindro, a esfera e o cone — e cores bem estruturadas, dando mais solidez e equilíbrio às pinturas.

obra de referência: Cesto de Maçãs” (Le Panier de Pommes) de Paul Cézanne 

Características principais da obra de referência: 
1. Estrutura geométrica das formas (Na pintura, as maçãs e pêssegos parecem quase esféricos, com volumes bem definidos pela cor) 
2. Uso da cor para criar volume (tons quentes - vermelhos, amarelos - se misturam com frios -verdes, azuis - criando profundidade e solidez.)
3. Composição equilibrada
4. Pinceladas visíveis e diretas





Para a minha natureza identitária escolhi, inicialmente, 4 objetos que a meu ver me representam. Primeiramente escolhi um livro (representa o meu gosto pela leitura) que seria o suporte dos meus restantes objetos, então escolhi um frasco de perfume (representa o meu lado mais "doce" e de autocuidados), a minha presilha de estrela (representa o meu fascínio por estrelas em geral e qualquer coisa que envolve-as) e os meus auscultadores (representa o meu gosto por música e estes estão comigo diariamente). Elementos presentes no meu dia a dia e que comecei representando de forma individual para explorar possibilidades de composições.

Ao longo dos meus estudos acabei por desenvolver cerca de 8 composições, a maioritariamente destas horizontais. No entanto ao longo dos estudos, após um conselho da professora, adicionei outro elemento a minha composição, um pano branco que ajudava ainda mais a remeter ao trabalho de Paul Cézanne.

A composição número 6 acabou por ser a escolhida (mesmo que o final o pano tenha sido representado em uma posição "diferente") uma vez que achei que representava melhor a ideia de Paul Cézanne, uma vez que o pano branco envolvia a composição em vez de ser apenas mais um objeto individual adicionado na composição, como acontecia na composição 5.

Realizei alguns estudos de cor para me aproximar a obra de Cézanne, destacando então cores de tons quentes tons quentes ( vermelhos e amarelos) tons frios (azuis e verdes) mas principalmente tons terrosos e neutros, como o castanho e os ocres para unificar a obra. Além do uso de essenciais e ocasionais brancos e pretos.

Processo de criação:
Ao refletir sobre o meu trabalho final acredito que assemelha-se a obra de Cézanne em alguns pontos. Primeiramente através das variações de cor que utilizei, uma paleta de cores coesa e harmoniosa, (azuis, castanhos, tons quentes e frios) para criar profundidade e volume nos meus objetos.

Bem como os meus traços bem marcados e visíveis, dando textura e mostrando o processo de construção da imagem, algo importante e destacável nas obras de Cézanne. 

Inspirei-me também nas composições equilibradas de Cézanne, utilizando um dos elementos centrais das suas naturezas-mortas para trazer a sua essência a minha obra, o pano branco que envolvia os meus objetos. Além de ter escolhido um conjunto de objetos comuns para explorar formas, volumes e cores, em vez de contar uma história.

Então, por fim, para definir o título do meu trabalho artístico, comecei por estudar os títulos utilizados pelo próprio artista e reparei que todos funcionavam como uma introdução às respetivas obras. Eram denominações diretas, como “Uma cesta de tulipas”, “Pirâmide de caveiras” ou “Maçãs e laranjas”, entre outras.

Assim, decidi atribuir ao meu trabalho o título “Eu sobre um livro”, uma vez que é precisamente isso que a obra representa: eu,  expressa através de objetos significativos para mim, dispostos sobre um livro — o suporte da composição e, simultaneamente, um elemento que também me representa.

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