novembro 10, 2025

Natureza morta identitária | Leonor Soares | 12°F -

A minha natureza-morta baseia-se em objetos que considero especiais e marcantes para mim, tanto do meu ponto de vista como do ponto de vista das pessoas que me rodeiam e convivem comigo.


Durante o processo experimental, decidi descartar alguns elementos para alcançar uma composição mais limpa e simples. Para relacionar o meu trabalho com a artista Helena Almeida, organizei o relógio, o alfinete e a repetição de fotografias de forma a transmitir uma crítica social, refletindo uma das principais características presentes na obra da artista.


Optei por utilizar o relógio e o alfinete como alusões ao tempo e à forma como, cada vez mais, nos sentimos presos a ele.


Na imagem, a repetição de fotografias abaixo do relógio representa a infância e a adolescência — fases em que temos imenso tempo, mas em que muitas vezes não somos levados a sério ou não conseguimos fazer a diferença. Já a repetição de fotografias acima do relógio simboliza a vida adulta, momento em que estamos presos ao tempo, com responsabilidades e problemas a resolver. Nessa fase, mesmo sendo finalmente ouvidos e respeitados, o que nos falta é precisamente tempo.


Desta forma, a obra procura mostrar a duplicidade da vida de muitas pessoas e a prisão mental que o tempo impõe sobre elas. 




Composição e trabalho final





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