novembro 27, 2018

Margarida Rodrigues 12ºF / medeiros cabral


Pessoalmente, acho que este tema “A arte fala da vida : da identidade, dos afetos e do poder” pode ser abordado de variadas formas e pode dar aso a imensas ideias.

“O principal problema na definição do que é arte é o facto de que esta definição varia com o tempo e de acordo com as várias culturas humanas. Devemos, pois, ter em mente que a própria definição de arte é uma construção cultural variável e sem significado constante”.

O projeto no qual estou a trabalhar será apresentado como uma instalação. Tenho como objetivo “expor” um caleidoscópio feito por mim, e que, em vez de ter as comuns missangas terá provavelmente a representação do meu próprio rosto que, posteriormente ao ser visto através do objeto irá sofrer cortes, distorções e desfigurações, acontecimentos estes que consigo interpretar e relacionar com o tema pelo facto da arte ter a capacidade de representar várias identidades e personalidades e pelo facto de existirem muitos fatores que influenciam como, neste caso, a visão e a interpretação de cada um. Por isso acho que pelo facto de o meu rosto aparecer desconstruído  já simboliza a multiplicação de uma identidade.


Em relação ao poder eu acho muito interessante se conseguir utilizar a luz como elemento essencial e com um poder infinito. Pensei então em deixar claro que para meu trabalho é obrigatório o uso de luz (natural ou artificial) pois, tal como para a funcionalidade de um caleidoscópio ser necessária a luz, é também imprescindível na criação de uma personalidade e de uma identidade (a luz aqui pode ser símbolo de certa forma do contexto em que cada individuo está). Quando a luz muda (quando a perspetiva e a visão mudam) a identidade de uma coisa ou de uma pessoa automaticamente também mudam.




Tive sempre como objetivo e desejo que a minha instalação fosse feita para se “sentir”, ou seja, de forma a que todos os órgãos dos sentidos pudessem ser utilizados e que cada pessoa pudesse, de certa, forma ter a sua própria opinião e interpretação do trabalho e que cada pessoa fosse necessária para a funcionalidade da minha instalação e pudesse participar nessa minha opinião de desconstrução de identidade. Para isso vou fazer com que as pessoas possam rodar e tocar no meu objeto (essencial para a interpretação do trabalho), que possam olhar, espreitar e também que possam ouvir.

Em relação ao som, vou sobrepor duas gravações: uma do som que o caleidoscópio faz ao mexermos nele e outro de sons que costumo produzir no dia a dia para que quando as pessoas oiçam, quase que tenham a sensação de permiscuidade e relação com o interior do objeto que vai muito além do exterior (tal como acontece com a identidade, afetos e poder pois às vezes são muito mais ou muito menos quando os conhecemos ao pormenor e no “interior”).


Estou a pensar em colocar o caleidoscópio colocado numa espécie de tripé feita por mim com tubos de cartão, para que o objeto fique acessível a todas as pessoas e que todos o possam visualizar, tocar, ouvir e SENTIR.


Para que chame a atenção e para que seja fácil de perceber que se tem de mexer no objeto, no chão irá ser colada uma frase deste género “PARA, ESCUTA, VÊ E SENTE”, frase esta que posteriormente se poderá tornar no titulo da obra. Gostava ainda de “cercar” a minha instalação com uma espécie de fita para as pessoas tomarem atenção, como aquelas fitas que a policia mete em zonas de crime.
A seguir estão algumas fotos de rascunhos que fiz para chegar à minha ideia:

Em principio a instalação terá uma dimensão de 150x150cm

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